Quais os métodos de gestão de stock que existem?

27 Janeiro 2020

Já encontrou alguma vez produtos perecíveis vencidos ou um stock antigo de mercadorias no seu armazém? Os custos de armazenagem são muito altos? A sua empresa enfrenta com frequência quebras de stock?

Se algum desses casos acontece no seu armazém, pode repensar a sua gestão de stock e avaliar as estratégias utilizadas atualmente pelas empresas de logística, e mais concretamente, os métodos de categorização. A seguir, apresentamos uma lista de técnicas que a sua empresa pode aplicar para evitar que tais situações ocorram novamente:

O método FIFO (First In, First Out ─ nas suas siglas em inglês)

Essa técnica tem como objetivo retirar do stock as referências mais antigas, ou seja, aquelas que entraram primeiro nos seus canais ou estantes.

Fácil de aplicar, esse método permite manusear, organizar e dar prioridade aos fluxos de mercadoria e produto.

O método LIFO (Last In, First Out ─ nas suas siglas em inglês)

O método “Último a Entrar, Primeiro a Sair” consiste em retirar do stock os artigos mais recentes, ou seja, aqueles que entraram em último lugar.

Da mesma forma que o método FIFO, contribui para uma organização coerente e ágil dos fluxos de produtos.

O valor económico dos pedidos ou o modelo de Wilson

Esse modelo, também denominado método EOQ (Economic Order Quantity, nas suas siglas em inglês), é particularmente adequado para organizações que manuseiam apenas uma pequena quantidade de pedidos diários, ou seja, para pequenas e médias empresas.

As empresas pedem as suas matérias-primas e mercadorias em determinados períodos do ano. Essa técnica é a mais simples de implementar, no entanto, implica realizar pedidos de forma perfeitamente regular.

Método de gestão de stock: a análise ABC

Esse método classifica as mercadorias em três categorias: A, B e C.

  • Os produtos da categoria A são os mais importantes e representam o maior valor de consumo anual. Observe que esses artigos devem submeter-se a um rigoroso controle de stock e precisam ser armazenados em áreas com condições ambientais especiais. É primordial repor esse tipo de stock com regularidade para evitar os inconvenientes causados pelas quebras de stock.
  • Os produtos da categoria B são aqueles considerados "intermediários", ou seja, o seu valor de consumo é médio. Como se localizam entre as categorias A e C, é importante tê-los controlados para que não passem a fazer parte de categorias superiores ou inferiores.
  • Os produtos da categoria C são os menos importantes, ou seja, são aqueles que têm o valor de consumo anual mais baixo. Portanto, a reposição é menos frequente. Como regra geral, as empresas armazenam apenas um artigo desse tipo e voltam a repô-lo assim que sai do seu stock.

É preciso saber que existem outros métodos de gestão de stock, mas antes de escolher uma técnica, é importante considerar uma série de fatores, como os volumes dos pedidos, a sua capacidade de armazenamento, o layout do armazém, as suas previsões anuais, os valores de consumo anuais, etc.